Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Como fugir daquilo que não queremos sentir? Daquilo que não queremos lembrar?
Parece, na maioria das vezes, que o próprio organismo não deixa, que transforma em dor física tudo aquilo que tentamos esconder no fundo da alma pra tentar sobreviver.
E dói, de verdade, como um câncer se espalhando, como um inevitável ataque cardíaco, que contorce o peito.
E, de tudo isso, o que se ganha? Um lembrete constante de algo que só se quer esquecer.